
Contexto
De volta a Bastion depois de jornadas que atravessaram planos, memórias e até a passagem do tempo, os aventureiros encontraram algo que lhes faltava havia muito: dias aparentemente comuns. Astel estava novamente com Orfina e Hati; Screaky podia retomar o treinamento do menino ao lado de Don; Noah tinha livros suficientes para desaparecer entre páginas durante horas. Allya conhecia cada vez melhor a vida na fortaleza, enquanto Dandelion celebrava o sucesso do Quack Bar ao lado de seu extravagante gerente, Maximiliano Magnífico III.
A paz não apagava os assuntos pendentes. Poppe havia interferido nas lembranças da família Nightshade; Thalindra permanecia distante; e o poder de Hati crescia mais depressa do que sua capacidade de controlá-lo. A sessão acompanhou essas preocupações entre reencontros, treinamentos, apresentações e pequenos acontecimentos que, juntos, começaram a transformar Bastion em um lar.
A paz começa à mesa
A casa de Orfina desperta
Depois de uma noite de comemorações, a casa da família Nightshade retomava seu ritmo. Orfina preparava o café da manhã, Astel procurava conciliar as obrigações diárias com a família, e Hati continuava a gastar energia como se dormir fosse apenas mais uma interrupção entre brincadeiras e exercícios.
Screaky e Allya juntaram-se à rotina da casa. Noah, que parecia considerar qualquer instante sem leitura uma oportunidade perdida, dividia a atenção entre a comida e os livros. A agitação de Dandelion contrastava com o sossego que Astel tentava preservar: o bardo trazia consigo tanto o entusiasmo do Quack Bar quanto seus hábitos pouco convencionais, incluindo doces capazes de o deixar profundamente distraído.
Nas conversas da manhã reapareceu um problema doméstico tão persistente quanto qualquer inimigo: o desejo do pai de Astel de cultivar um acre de repolhos. O pedido parecia simples até alguém começar a calcular quanto terreno seria necessário, onde caberia uma plantação daquela dimensão e o que isso significaria para uma fortaleza construída entre árvores.
Por enquanto, porém, nem os repolhos nem a confusão impediam a família de aproveitar o reencontro.
O regresso de Skoll e Morgana
Velhos afetos, novas histórias
Durante a manhã, Astel reencontrou Skoll, seu filho mais velho, e Morgana, que regressavam de seus estudos. Skoll demonstrava o entusiasmo de quem tinha muito a contar sobre a escola e as experiências recentes. Morgana, sua companheira tabaxi, acompanhava as histórias com o humor e a perspicácia habituais.
O regresso também permitiu que Morgana conhecesse melhor Allya e convivesse com o restante da família. Para Hati, ela trouxe um presente especial: O Gatinho da Meia-Noite, uma pequena estatueta de obsidiana capaz de assumir temporariamente a forma de um gato de sombras, com olhos violetas. O menino encontrou imediatamente uma nova companhia de brincadeiras. Não se tratava de um animal comum nem de uma criatura morta-viva, mas de uma construção mágica que regressava à forma de estatueta quando o encantamento terminava.
A alegria do reencontro, contudo, não era o único motivo da visita de Skoll. Ele havia preparado algo para o pai e pediu que o acompanhasse a um trecho mais recolhido da floresta.
O memorial de Layla Nightshade
Sob uma grande árvore, Skoll revelou um memorial de madeira trabalhada, erguido em homenagem à avó, Layla Nightshade, mãe de Astel. O retrato dela ocupava o centro do pequeno santuário, com o nome gravado logo abaixo e um nicho reservado a algo que ainda faltava. A construção não era uma nova sepultura: oferecia à família um lugar para recordar alguém cuja ausência continuava dolorosa.
Skoll explicou por que dera tanta importância ao gesto. Poppe havia retirado partes das suas lembranças, e ele não sabia se algum dia compreenderia tudo o que lhe fora roubado. Queria, ao menos, garantir que a família tivesse onde guardar e reencontrar o que ainda lembrava. Também temia não ter sido um neto suficientemente bom. Astel rejeitou a ideia: Layla não teria desejado que o neto se culpasse daquela maneira.
O presente ainda não estava completo. Skoll retirou de seus pertences o vaso recuperado da antiga sepultura de Layla, em Chathold, trazendo consigo o lírio já morto que ali permanecera. Para ele, aquele objeto também pertencia ao novo lar da família: os shadar-kai já não podiam tratar Chathold como o porto seguro que um dia fora.
Astel guardava um lírio ligado ao funeral da mãe, uma das últimas lembranças concretas que tinha dela. Com a ajuda do filho, colocou a flor no vaso recuperado, que então ocupou seu lugar no memorial. O gesto uniu a memória do funeral, a perda de Chathold e a possibilidade de construir uma homenagem em Bastion.
Skoll pousou a mão sobre o retrato da avó e fez uma prece à Raven Queen. Astel acompanhou a oração. Antes de se afastar, o jovem prometeu lutar ao lado do pai contra Poppe, para que outras lembranças não fossem tomadas da família.
As palavras que Astel não conseguira dizer
Morgana percebeu que Astel precisava de um momento a sós e conduziu Skoll para longe. Diante do memorial, o paladino finalmente falou com a mãe.
Confessou o quanto evitara enfrentar aquela perda. Durante muito tempo imaginara que encontraria uma maneira de trazer Layla de volta, assim como conseguira recuperar outros familiares. A ideia de aceitar a morte dela parecera, até então, uma desistência. Ali, com o retrato diante de si, ele chorou e reconheceu que precisava aprender a viver sem ela.
Astel prometeu conservar as memórias da mãe: sua hospitalidade, a alegria que levava à família e tudo o que lhe ensinara. Partilhou simbolicamente um pouco da bebida do cantil com ela e começou a admitir que ainda poderia procurar felicidade, mesmo carregando aquela saudade.
Não houve milagre, revelação ou inimigo derrotado. Skoll oferecera ao pai um lugar onde recordar. Astel, por sua vez, conseguiu finalmente dizer em voz alta algo que trazia havia muito tempo.
Caminhos diferentes dentro de Bastion
Screaky, Don e o primeiro passo de Hati
Screaky procurou Don na área de treinamento para saber como o aprendizado de Hati vinha progredindo. O problema do menino não era falta de talento. Ele demonstrava um domínio de Ki muito acima do esperado, mas tendia a empregar força demais até nos exercícios mais simples.
Don explicou que era preciso ensinar controle antes de potência. Screaky concordou e passou a orientar Hati em movimentos básicos, voo controlado e exercícios que exigiam precisão em vez de velocidade. A proposta era permitir que ele reconhecesse a quantidade de energia necessária para cada ação, em vez de reunir tudo o que possuía por impulso.
Hati não escondia a impaciência diante de tarefas aparentemente fáceis. Ainda assim, conseguiu avançar quando se concentrou no que as instruções realmente exigiam. Era o início de um aprendizado mais difícil do que qualquer golpe: saber quando não usar toda a própria força.
Gugu, a Sunblade e os soldados
Allya foi até a área militar, onde conheceu melhor Gugu, ligado aos equipamentos e às armas disponíveis em Bastion. Ele examinou a Sunblade que ela utilizava, emprestada por Astel, e demonstrou interesse pela qualidade da peça. Allya também pôde observar e experimentar outras opções de armamento, incluindo uma besta de repetição.
A movimentação do quartel logo lhe chamou a atenção. Soldados e candidatos preparavam-se para uma seletiva destinada a integrar novos membros às forças de defesa da fortaleza. Depois de ser observada treinando, Allya recebeu um convite para participar.
A prova começou por um circuito com diferentes armas e desafios. A experiência de Allya fazia enorme diferença: ela adaptou-se aos equipamentos e deixou para trás diversos concorrentes, alcançando o duelo final contra um candidato chamado Guth.
Uma derrota que Allya escolheu
Guth estava nervoso. Allya percebeu que tinha condições de vencer, mas começou a moderar os golpes e a deixar passar oportunidades. Mesmo assim, sua habilidade tornava difícil perder: precisou conter-se repetidamente para permitir que o adversário se recuperasse e ganhasse confiança.
Quando Guth finalmente conseguiu acertar o golpe decisivo, ficou tão surpreso quanto satisfeito. Comemorou com os companheiros, que o receberam como um dos novos integrantes das forças de Bastion. A vitória era real para ele, embora o resultado tivesse sido deliberadamente permitido por Allya.
O responsável pela seletiva pareceu perceber que havia mais naquela luta do que o placar mostrava. Agradeceu a apresentação e deixou claro que haveria espaço para ela se algum dia quisesse participar formalmente. Allya, porém, não pretendia abandonar suas aventuras para se alistar. Despediu-se e deixou que Guth aproveitasse a conquista.
O Quack Bar e os magníficos exageros
Três goblins e um novo gerente
Longe da disciplina militar, Dandelion encontrava um ambiente muito mais adequado à sua personalidade. O Quack Bar estava movimentado e tinha em Maximiliano Magnífico III um gerente cuja teatralidade parecia competir diretamente com a do próprio bardo.
O gosto de Maximiliano por poses grandiosas, brindes e apresentações encontrou resposta imediata em Dandelion. Bastava alguém declarar algo "magnífico" para que os dois transformassem a palavra em gesto, número de palco ou motivo de comemoração.
Dandelion continuava acompanhado de seus três goblins. Um deles, o rechonchudo Nhonho, era o único que recebera um nome até aquele momento. Os outros não eram menos caóticos: alternavam entre pedidos de comida, brincadeiras, tentativas de impressionar visitantes e a conhecida habilidade de fingirem-se de mortos quando uma situação saía do controle.
Skoll descobre seus limites
Skoll e Morgana acompanharam Dandelion numa visita ao bar. O encontro entre a curiosidade do jovem, a irreverência do pato e a atmosfera do estabelecimento terminou de maneira previsível: Skoll aceitou uma bebida forte demais para a sua resistência.
Enquanto Dandelion e os demais continuavam animados, Skoll ficou visivelmente mal. Morgana precisou cuidar dele e ajudá-lo a recuperar-se. A experiência seria lembrada por muito tempo pela família, especialmente por Hati, que mais tarde descobriu novas maneiras de provocar o irmão durante o jantar.
O palco pertence ao Quack Bar
Com a chegada da noite, as apresentações ganharam força. Uma jovem banda teve a oportunidade de tocar para os frequentadores do bar, e Maximiliano conduziu a festa com a pompa habitual. Dandelion recebeu aplausos, homenagens e música, feliz em ver que o estabelecimento se tornava um lugar de encontro e espetáculo.
Os brindes, as poses e a presença dos goblins contribuíram para uma celebração que parecia não querer terminar. Em meio à agitação, Dandelion encontrou ainda inspiração para uma nova composição dedicada a Maximiliano Magnífico III. A canção não ficou concluída naquela noite; ele continuaria a trabalhar nela nos dias seguintes.
A mesa onde todos cabem
O jantar de Orfina
Enquanto o Quack Bar seguia em festa, Orfina reuniu em sua casa Astel, Screaky, Allya, Noah, Skoll, Morgana e os demais presentes. Preparou uma refeição generosa e tentou manter alguma organização numa mesa ocupada por aventureiros, crianças e alguém que havia experimentado bebidas muito acima de sua tolerância.
Skoll ainda sofria as consequências da visita ao bar. Hati aproveitou a oportunidade para brincar com o irmão, enquanto Morgana vigiava o estado dele. Noah, por sua vez, demonstrou a educação e a atenção às pessoas que já o caracterizavam, mesmo quando sua curiosidade e a de Hati faziam a conversa mudar de assunto a cada instante.
Allya e Screaky também puderam conviver com a família sem a urgência habitual de uma missão. A refeição terminou com agradecimentos a Orfina e um brinde àqueles que estavam ali. A ausência de Dandelion, ainda ocupado no Quack Bar, foi notada; mesmo assim, o jantar deixou claro que Bastion se tornara mais do que uma base de operações.
O livro que não esquece
Uma alteração no nome de Hati
Depois do jantar, Screaky voltou a consultar o misterioso livro que registra acontecimentos por conta própria. Encontrou nele uma mudança inesperada: o nome de Hati, antes apresentado de forma alterada, aparecia novamente como o conheciam.
Ela mostrou a descoberta a Astel. O paladino, ocupado com as tarefas da casa, não tinha uma explicação para o fenômeno, mas recebeu a notícia com alívio. Depois de tantas viagens e distorções, até uma pequena volta à normalidade parecia significativa.
Ao continuar a leitura, Screaky encontrou relatos detalhados de acontecimentos recentes, inclusive momentos da vida de Astel que não acompanhara diretamente. Entre as informações sobre a região, soube de um tratado de paz que ajudava a explicar a tranquilidade de Bastion. O assunto não era inteiramente novo para Astel e Allya, mas o conhecimento chegava agora a Screaky através daquele registro incomum. Ela guardou o que leu para conversar sobre isso depois.
O livro permanecia tão útil quanto inquietante: se podia registrar cenas que sua portadora não presenciara e até apresentar nomes de maneira diferente, ainda havia muito a compreender sobre sua natureza.
A voz de Thalindra
Em seus aposentos, Screaky utilizou o colar para entrar em contato com Thalindra. A conversa começou de maneira tranquila: Thalindra demonstrou satisfação ao saber que os aventureiros estavam reunidos e atravessavam um período de descanso.
Mas sua situação já não era a mesma. Ela explicou que não estava mais no castelo onde permanecera anteriormente. Estava sozinha, num ambiente escuro cujo chão, ao toque, parecia ser de pedra. Não reconhecia o lugar e não sabia dizer onde se encontrava.
Screaky retomou parte das inquietações que envolviam Poppe e a Biblioteca Infinita. Thalindra esperava que ele já não estivesse perseguindo o grupo, mas receava que as novas informações se tornassem mais um motivo para os aventureiros irem atrás dele. Preferia que aproveitassem a relativa segurança junto das pessoas queridas.
Antes de se despedir, prometeu explorar os arredores na tentativa de descobrir onde estava. A comunicação terminou sem resposta sobre seu paradeiro. Para Screaky, o colar continuava sendo uma ligação com alguém cuja história ainda estava longe de se resolver.
Dias para crescer
Livros, repolhos e novos quartos
Nos dias seguintes, Astel procurou Vespera e encomendou livros sobre druidas, magia da natureza e seus praticantes. A intenção era reunir material que pudesse ajudar a compreender melhor os conhecimentos que Noah vinha desenvolvendo. Vespera comprometeu-se a procurar as obras, com expectativa de resposta até a sexta-feira seguinte.
Ao mesmo tempo, o pai de Astel continuava entusiasmado com os repolhos. A ideia de cultivar um acre gerou novas contas, discussões sobre terreno e possibilidades de plantio, agora incluindo até variedades associadas a Shadowfell. O contraste entre planos agrícolas e preocupações planares parecia perfeitamente natural naquela família.
Astel também percebeu que Noah e Allya mereciam aposentos próprios, em vez de dependerem dos quartos de visita. Pediu que fossem preparados dois quartos maiores para eles. Allya tinha interesse numa localização próxima da área de treinamento; Noah gostava da possibilidade de ficar com vista para as árvores. Era um gesto simples de acolhimento, ainda em fase de organização, mas que dizia muito sobre o lugar que os dois ocupavam em Bastion.
Noah e Owlbert descobrem uma nova forma de conversar
Noah passou boa parte do período entre livros e experiências com magia natural. O estudo das artes druídicas começava a entusiasmar o garoto de uma maneira particular: ele encontrou feitiços que conseguia compreender e praticar, e passou a considerar aquele conhecimento ao lado do que aprendera como mago.
Uma das experiências tornou-se especialmente memorável. Utilizando magia, Noah conseguiu conversar com Owlbert, o jovem urso-coruja que o acompanhava. O animal respondeu com sua personalidade própria, provocando surpresa e brincadeiras entre os presentes. A comunicação dependia do efeito mágico: quando este terminava, Noah precisava renová-lo para continuarem a conversar.
A curiosidade não parou por aí. Noah voltou às leituras, comparando os novos feitiços com as anotações e os hábitos de estudo anteriores. Mais do que adquirir uma habilidade isolada, parecia descobrir outra forma de compreender seu vínculo com a natureza.
O preço de usar Ki demais
Uma técnica além do controle de Hati
Durante um novo treinamento, Hati voltou a concentrar uma quantidade excessiva de Ki. Screaky havia insistido para que ele dominasse os fundamentos antes de tentar técnicas perigosas, mas o menino queria alcançar resultados maiores. Desta vez, reuniu energia demais em um único ponto do corpo.
O Ki começou a desorganizar-se. O esforço passou a causar dor, chamas e sinais de que algo estava seriamente errado. Hati insistiu por um momento, até perder a segurança que demonstrara no início. Um dos seus pontos de Ki acabou ferido, e o descontrolo ameaçou espalhar-se.
Screaky interveio imediatamente. Afastou-o da área onde poderia colocar outras pessoas em risco, acompanhou o fluxo instável de energia e orientou o menino a recuperar o domínio do próprio corpo. Não se tratava de um combate: sua tarefa era impedir que Hati se machucasse ainda mais e que a técnica tivesse consequências para todos ao redor.
O menino conseguiu estabilizar-se, mas o incidente deixou evidente a distância entre ter poder e saber utilizá-lo.
O susto que Screaky lhe deu
Screaky decidiu que Hati precisava compreender a gravidade da imprudência. Levou-o a uma descida assustadora em alta velocidade, interrompida antes de atingir o chão, mostrando-lhe o quanto podia ser perigoso confiar que alguém sempre conseguiria corrigir uma decisão arriscada.
Hati ficou aterrorizado e prometeu não voltar a tentar aquela técnica antes de estar preparado. Don continuou a acompanhar seu desenvolvimento. Para Screaky, a prioridade passou a ser ainda mais clara: disciplina, teoria e controlo vinham antes da demonstração de força.
O conselho de Astel
Screaky informou Astel do que acontecera. Mais tarde, quando foi colocar Hati na cama, o pai examinou o braço do filho e usou magia para tratar seus ferimentos.
Em vez de transformar a conversa numa repreensão furiosa, Astel falou sobre limites. Reconheceu que ele próprio gostava de sentir o poder que possuía e que nem sempre fora cuidadoso. Pediu que Hati escutasse Screaky e Don, aprendesse a medir suas capacidades e procurasse ser mais sensato do que o pai costumava ser.
Despediu-se do menino com um beijo na testa. A cena contrastava com a violência da energia que escapara durante o treino: Hati era extraordinariamente forte, mas continuava sendo uma criança que precisava de orientação e afeto.
Debaixo da cachoeira
No dia seguinte, Screaky encontrou Hati sentado sob uma cachoeira, segurando contas de meditação e suportando a água que caía sobre suas costas. Don indicou que aquela prática estava relacionada a métodos de disciplina aprendidos com Leonard.
O menino parecia usar o exercício tanto para se concentrar quanto para se punir pela desobediência. Screaky observou por algum tempo, percebeu o esforço e decidiu que já era suficiente. Ao ajudá-lo a sair, encontrou hematomas nas costas. Tratou os ferimentos, apesar de Hati comentar que Leonard não costumava permitir alívio imediato quando o exercício tinha caráter de punição.
O treinamento seguinte deveria concentrar-se mais na parte teórica. Hati ainda precisava aprender a reconhecer seus limites, e Screaky não pretendia confundir sofrimento com progresso.
Bastion continua a viver
Uma demonstração para os soldados
Com alguns dias de relativa calmaria, Astel convidou Allya para um treino conjunto. Queria mostrar aos militares de Bastion parte do que aprendera na companhia de mercenários e observar como aquilo se relacionava com os métodos usados pelos defensores da fortaleza.
Os dois realizaram uma demonstração de combate. Soldados e recrutas ficaram impressionados com o nível dos aventureiros, especialmente ao recordar que Allya havia perdido a seletiva para Guth. O próprio vencedor parecia não saber o que fazer com a comparação: sua vitória continuava sendo motivo de orgulho, embora agora fosse ainda mais difícil explicar como a conquistara.
Enquanto Astel e Allya treinavam, Screaky prosseguiu com a formação de Hati; Noah manteve sua rotina de estudos e convivência com Owlbert; Dandelion desenvolveu novas ideias para a canção dedicada a Maximiliano Magnífico III. A vida não parou para esperar a próxima ameaça.
Ecos do passado, promessas do futuro
Não houve um grande inimigo derrotado nesta sessão. Houve, em vez disso, uma família reencontrando espaço para estar junta, um pai diante da memória da mãe, uma guerreira escolhendo dar a outro a oportunidade de vencer, um bardo transformando sua nova casa em palco, uma monja tentando ensinar responsabilidade a uma criança poderosa e um jovem estudioso descobrindo mais sobre a magia da natureza.
A calmaria não significava que tudo estivesse resolvido. Poppe continuava ligado às lembranças roubadas da família Nightshade; Thalindra permanecia num lugar desconhecido; e Hati ainda precisava aprender a dominar um poder capaz de feri-lo. Mesmo assim, Bastion oferecia algo que nenhuma viagem planar podia substituir: a possibilidade de criar raízes.
Por alguns dias, os aventureiros não precisaram correr atrás do destino. Puderam simplesmente viver — e lembrar por que valia a pena continuar.
Estado ao final da sessão
- Astel Nightshade: reencontrou Skoll e recebeu dele o memorial dedicado a Layla Nightshade. Colocou no vaso recuperado de Chathold o lírio ligado ao funeral da mãe e teve um momento íntimo de luto e aceitação. Pediu a Vespera livros sobre magia da natureza, lidou com os planos de plantio do pai, solicitou quartos próprios para Allya e Noah, cuidou de Hati e participou de uma demonstração militar com Allya.
- Skoll: regressou com Morgana, apresentou o memorial, trouxe de Chathold o vaso da antiga sepultura de Layla e reafirmou que enfrentará Poppe ao lado do pai. Visitou o Quack Bar e sofreu as consequências de uma bebida forte demais.
- Morgana: regressou com Skoll, ofereceu a Hati O Gatinho da Meia-Noite, participou do convívio familiar e ajudou a cuidar de Skoll depois da visita ao bar.
- Hati: recebeu o gatinho mágico, prosseguiu o treino com Screaky e Don e perdeu o controle de uma concentração excessiva de Ki. Foi estabilizado pela mestra e curado por Astel. No dia seguinte, procurou disciplina sob uma cachoeira, onde Screaky o encontrou com hematomas e o ajudou novamente.
- Screaky: acompanhou o treino de Hati, evitou consequências mais graves do descontrolo de Ki e reforçou a importância da teoria e da disciplina. No livro que registra acontecimentos, percebeu o nome de Hati restaurado e tomou conhecimento de um tratado de paz na região. Contatou Thalindra, que já não estava no castelo.
- Allya: conheceu melhor a área militar e Gugu, utilizando a Sunblade emprestada por Astel. Destacou-se na seletiva, mas deixou Guth vencer o duelo final. Continuou a treinar e participou de uma demonstração com Astel. Foi incluída no pedido de um quarto próprio em Bastion.
- Dandelion: consolidou a parceria com Maximiliano Magnífico III no Quack Bar, continuou acompanhado de três goblins — incluindo Nhonho — e recebeu homenagens durante a festa. Começou a trabalhar numa canção dedicada ao gerente.
- Noah: estudou magia druídica e experimentou novas possibilidades com os livros. Conseguiu conversar temporariamente com Owlbert por meio de magia, conviveu com Hati e passou a ter a possibilidade de um quarto próprio com vista para as árvores.
- Don: permaneceu como orientador de Hati e testemunhou os riscos de seu descontrolo de Ki; continuou a apoiar Screaky no treinamento.
- Orfina: manteve a casa aberta ao grupo e recebeu os presentes no jantar, num dos momentos mais tranquilos da sessão.
- Thalindra: revelou pelo colar de Screaky que estava sozinha em um local escuro de chão aparentemente pedregoso, já não no castelo. Disse que tentaria explorar o ambiente para identificar onde se encontrava.
- Gugu e Guth: Gugu examinou a Sunblade e apresentou armas a Allya; Guth ganhou a seletiva e tornou-se um dos novos integrantes das defesas de Bastion, sem perceber inteiramente o quanto Allya havia facilitado a vitória.
- Vespera: ficou responsável por tentar obter os livros solicitados por Astel até a sexta-feira seguinte.
- Bastion: seguiu em período de relativa paz. Há projetos de quartos para Allya e Noah, estudos e treinamentos em andamento, uma possível plantação de repolhos e uma vida cultural cada vez mais ativa no Quack Bar.
Ganchos para a próxima sessão
As lembranças da família Nightshade
- Quanto das memórias de Skoll e da família ainda permanece alterado pelas ações de Poppe?
- O que significará para Astel e seus filhos ter, em Bastion, um lugar permanente para recordar Layla?
O livro e Thalindra
- Por que o nome de Hati havia mudado no livro, e o que significa ter voltado ao normal?
- Que outras informações o registro pode revelar, inclusive sobre acontecimentos que Screaky não presenciou?
- Onde Thalindra se encontra agora, e o que descobrirá ao explorar o lugar?
O poder de Hati
- Hati cumprirá a promessa de não tentar novamente a técnica antes de estar preparado?
- Como Screaky e Don conciliarão treino, disciplina e segurança sem prejudicar o desenvolvimento do menino?
- O episódio da cachoeira influenciará a maneira como Hati entende responsabilidade e punição?
Os estudos e os projetos de Bastion
- Vespera conseguirá obter os livros sobre druidas e magia da natureza?
- Como Noah desenvolverá o interesse pelas artes druídicas e sua relação com Owlbert?
- Quando ficarão prontos os quartos de Noah e Allya? O plano de cultivar um acre de repolhos encontrará espaço na floresta?
- A demonstração de Astel e Allya terá consequências para a preparação dos defensores da fortaleza?
O Quack Bar
- Quando Dandelion concluirá a música dedicada a Maximiliano Magnífico III?
- Que novas apresentações e confusões surgirão no bar, sobretudo com Nhonho e os outros goblins?